A CAPA DA ITEM 116-117:

Com o sentido figurado das pontes, ao ver a foto dessa bela obra da ponte JK, espera-se instigar a todos sobre as diversas “pontes” que precisam ser construídas no âmbito do Governo Federal, para que seja estabelecida uma firme e duradoura política em favor da agricultura irrigada em todo o Brasil. Assim, ao mesmo tempo que há essa conexão física com o nome de um empreendedor presidente, vem à baila muitas provocações, dando margens a muitos pensamentos, como a de políticas que requerem muitas “pontes”, principalmente nas voltadas para a agricultura irrigada, que é repleta de interfaces. Para que sejam colocadas em prática, é legítimo recorrer a essa bela imagem, fruto da forte determinação do governante que lhe empresta o nome. Assim, além de embelezar essa capa, que fique a motivação para que todos reflitam sobre a necessidade de uma forte e determinada política em favor da agricultura irrigada, estabelecendo-se “pontes” de entendimentos para romper dificuldades e pavimentar toda a avenida de prosperidade, que a sábia condução desse negócio tanto enseja.


PONTES PARA LOGRAR OS VIRTUOSOS ALCANCES SOCIOECONÔMICOS DA AGRICULTURA IRRIGADA


Em épocas de eleições para futuros governantes, são muitas as reflexões! Assim, nada mais provocativo do que ter um símbolo, a exemplo da ponte JK, em Brasília, para ilustrar a capa desta edição da ITEM, que chama a atenção para um esforço conjunto em favor da agricultura irrigada. Uma ponte que sai do poder Central e adentra pelo Brasil afora, a partir de municípios vizinhos do Distrito Federal, com os produtores empreendendo nesse setor, com virtuosos exemplos. Com o protagonismo da Irriganor, em Unaí, MG, houve a motivação para se fazer interessantes matérias nesta edição, partindo da iniciativa dos produtores, entre outros, para buscar soluções de conflitos pelo uso da água em uma bacia hidrográfica.

As reportagens desta edição, que contempla a realização conjunta da FiiB e do XXVII Conird, com uma programação com forte inclusão das empresas participantes da Feira, merecem especial atenção. Por parte das organizações de pesquisa, ensino, extensão, consultorias e políticas para o setor, a partir da conferência inaugural, sob a responsabilidade do presidente da Embrapa, o cientista Maurício Lopes, são muitas palestras, minicursos e uma oficina sobre planejamento e planos diretores, para amalgamar iniciativas e tentar ordená-las. Seguramente, uma oficina para tratar das provocações sobre o quanto o Brasil pode se expandir na área irrigada e na produtividade, com apresentações de estudos feitos pela Esalq/USP e pela ANA, que requerem continuadas ações e firmes desdobramentos. O Brasil precisa definir políticas nesse sentido e as propostas para os candidatos aos governos federal e estaduais que estão sendo postas e requerem muito apoio e atenção.

Esses estudos indicam que o Brasil, com cerca de sete milhões de hectares sob irrigação, pode multiplicar essa área por dez ou mais vezes, com enormes benefícios em favor da segurança hídrica, alimentar, energética, ambiental e, sobretudo, com a oportunidade de melhores entendimentos na gestão integrada das bacias hidrográficas, tendo o espaço rural como o detentor das condições, para regularizar o fluxo hídrico ao longo do ano, com boas práticas de conservação do solo e da água, de recarga dos aquíferos, de reservações de água no solo e em barragens superficiais, tendo a água como um vetor, para que toda a gama de produtores, conforme as disponibilidades, possa empreendê-la na agricultura irrigada.

A junção de esforços FiiB-ABID, com o concurso das empresas de equipamentos, serviços e insumos para a agricultura irrigada, é um diferencial. Essas empresas sempre demonstram o que há de mais evoluído no mundo e abrilhantam a Feira, contribuindo com todo o processo de interlocuções almejadas pelo programa proposto. Muitas com ricas experiências internacionais, com muito a contribuir para que haja prosperidade nas diversas cadeias de negócios com base na agricultura irrigada.

São muitas as “pontes” a ser construídas, para que estas políticas possam florescer em todas as suas interfaces e haja positivos desdobramentos. Isto requer firme decisão de governo e governança. Falta ao governo federal acertar as políticas que coadunem com a fantástica potencialidade brasileira de gerar riquezas e postos de trabalho, com o desenvolvimento da agricultura irrigada. Que essa integração de esforços entre a FiiB e a ABID, em Campinas, seja pródiga em favor destes propósitos.

Helvecio Mattana Saturnino
Presidente da Abid